PROGRAMA DE APRENDIZAGEM PARA O DESENVOLVIMENTO DE AÇÕES DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NO NÍVEL BÁSICO INTRODUÇÃO Este programa e sua operacionalização se fundamentam nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente - Lei 8.069/90, Consolidação das Leis do Trabalho (C.L.T.) nos artigos que tratam da regulamentação do trabalho do adolescente na condição de Aprendiz, com redação dada pela - Lei 10.097/2000 e demais disposições legais e regulamentares que regem o trabalho do aprendiz, e se destinam à formalização das condições necessárias para a realização deste programa, visando à inclusão social de adolescentes através da formação técnico-profissional metódica, qualificação profissional e inserção no mundo do trabalho, como pessoa apta para a vida produtiva e exercício de sua cidadania, preparando-o para o mercado de trabalho através da aprendizagem. JUSTIFICATIVA De acordo com as recentes pesquisas divulgadas pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos) na área de trabalho, jovem é aquele que tem entre 16 a 24 anos, massa equivalente a 25% da população economicamente ativa. O Levantamento, feito com números de 2005, identificou 3,241 milhões de desempregados no Distrito Federal e nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife e Salvador, 1,473 milhão tinham até 24 anos. O índice de desemprego das pessoas entre 16 e 24 anos alcança 31,82%, mas cai para 12,76% entre quem tem 25 anos ou mais, nos dados de 2005. A situação é bem parecida em São Paulo. Enquanto a taxa de desemprego é de 11,9% para maiores de 25 anos, alcança 29,89% entre 16 e 24 anos. A pesquisa mostra ainda que a maioria dos jovens ocupados não consegue conciliar a formação escolar e profissional. Em São Paulo, onde o problema é mais grave, 70,1% dos jovens ocupados só trabalham e só 29,9% estudam e trabalham. A situação é pior entre as famílias de baixo poder aquisitivo. Em São Paulo, entre a parcela de 25% das famílias com maior renda familiar, 40,8% dos jovens trabalham e estudam e 59,2% só trabalham. Já entre 25% das famílias com menor renda, a proporção cai para 23,5% e 76,5%. O estudo também mostra que jornadas pesadas de trabalho contribuem para afastar o jovem da escola, pois é difícil de ser compatibilizada com os estudos. Ainda mais grave, porém, é a elevada parcela de jovens provenientes das famílias mais pobres que sequer conseguiram um dos elementos importantes para a inclusão presente e futura, ou seja, a escola ou o ingresso na força de trabalho, gerando uma parcela de jovens inativos, em situação de vulnerabilidade. Com base nesta pesquisa, vemos a necessidade de preparar esses jovens para desempenhar com dignidade sua função como profissional. Essa é a oportunidade que a Lei da Aprendizagem oferece a esses adolescentes, além de proporcionar uma jornada de trabalho compatível com a escola, qualifica-os através de aulas teóricas. Esta lei dá a eles a chance de aprender efetivamente, na prática, uma profissão, para que, decorrido o prazo da aprendizagem, eles possam ingressar no Mercado de Trabalho com qualificação e experiência. OBJETIVOS GERAIS Promover o desenvolvimento das Habilidades: Básica, de Gestão e Específica dos Cursos de Aprendizagem Profissional, respeitando os interesses e potencialidades dos alunos com características e necessidades do mercado de trabalho, com vistas a promover condições objetivas de empregabilidade deste adolescente. Lembrando sempre que a aprendizagem tem que ser de habilidades para o trabalho e não só de habilidades especificas. PUBLICO ALVO Adolescentes de segmentos economicamente menos favorecidos, de comunidades populares, num contexto social onde a família, a escola, o estado, nem sempre correspondem aos anseios e necessidades destes jovens e como conseqüência desse cenário de exclusão, apresentam muitas vezes, além das características especificas da adolescência, caracterizada por transformações e manifestações sociais intensa, as seguintes características: Serão atendidos: Os adolescentes encaminhados para o programa de aprendizagem, são oriundos do nosso curso de "Qualificação Profissional" - Preparação do aprendiz. Os mesmos serão encaminhados à aprendizagem de acordo com solicitação de vagas em empresas "parceiras" , respeitando o perfil da vaga, a habilidade do adolescente, trajeto até a empresa, horário da escola. Priorizaremos adolescentes que estiverem passando por maior dificuldade socioeconômica e que estejam próximo da idade limite do programa. CAPACIDADE DE ATENDIMENTO Os Programas de Aprendizagem do Camp Pinheiros tem condições de atendimento assim distribuído:
RECURSOS FINANCEIROS O trabalho realizado pela entidade referente aos cursos oferecidos aos adolescentes é inteiramente gratuito. As empresas que colaboram neste programa concedem ao Camp Pinheiros uma contribuição mensal referente a cada adolescente que se encontra em Aprendizagem na empresa. Com este valor temos condição de custear nossa estrutura administrativa e pedagógica, proporcionando aos nossos adolescentes um curso inteiramente gratuito e de bom nível e as nossas empresas adolescentes melhores preparados. É um programa auto-sustentável. PRINCÍPIOS METODOLÓGICOS O processo educativo pauta-se no respeito à identidade cultural do indivíduo; PROGRAMAÇÃO A programação a ser desenvolvida deverá respeitar os interesses e potencialidades dos alunos com características e necessidades do mercado de trabalho, assegurando-lhe formação profissional apta a enfrentar os desafios dos novos métodos de organização de trabalho com vistas a promover condições objetivas de empregabilidade. O Trabalhador atual com empregabilidade não é mais aquele adestrado para desempenhar única e exclusiva função ou ocupação. O mercado exige um trabalhador, cada vez mais versátil, crítico, criativo, flexível, pro-átivo. Entende-se como empregabilidade o conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e relações que tornam o profissional necessário não para uma, mas para toda e qualquer organização. A programação a ser desenvolvida deverá contemplar teoria, vivência laboral e formação humana. ACOMPANHAMENTO, AVALIAÇÃO E CERTIFICAÇÃO. O aprendiz será acompanhado sistematicamente por um responsável na empresa ao qual caberá orientar e colocar na prática o aprendizado teórico recebido na instituição. Terá para tanto uma hora por dia para reforçar, acrescentar ou esclarecer possíveis conteúdos que por qualquer motivo não tenham ficado totalmente assimilados pelo aprendiz nas aulas teóricas, lembrando que a aprendizagem é um trabalho de co-responsabilidade. Serão realizadas, pela instituição, reuniões com os responsáveis pelo aprendiz na empresa para juntos avaliarmos o desenvolvimento do mesmo. A avaliação do aprendiz será constante e construtiva englobando a fase teórica na instituição bem como as atividades práticas desenvolvidas na empresa levando em consideração: Relatório técnico - elaborado pelo responsável do aprendiz na empresa - visa garantir a eficácia do aprendizado em atividades práticas, serão levados em consideração aspectos como: envolvimento com o ambiente de trabalho, conhecimento e crescimento global do Aprendiz. Depois de cumpridas as exigências teóricas e práticas com freqüência de no mínimo 80%, será conferido ao aprendiz que concluir satisfatoriamente o programa, segundo os seguintes percentuais: a) Conhecimento - 50% O aprendiz que, por qualquer motivo tiver interrompido sua participação no Programa receberá atestado de freqüência, contendo informações a respeito da fase concluída.
VIVÊNCIA LABORAL E APOIO 1º) Preparação do Aprendiz - Qualificação Profissional Investimento da colaboradora na referida aprendizagem; O aprendiz será avaliado de forma contínua e sistemática durante toda sua participação no programa: Na Instituição - parte teórica do aprendizado. Observação das exigências pedagógicas: Analise de expectativas estabelecidas com relação ao desenvolvimento global do Aprendiz, compatibilidade de horário trabalho /escola; MANUTENÇÃO DO APRENDIZ NO MERCADO DE TRABALHO Em razão da rápida transformação das características das funções, principalmente provocadas pela inserção cada vez maior de tecnologia nas empresas, concomitantemente ao programa de acompanhamento do Aprendiz, serão aplicados sistemas de reciclagem e atualização. |
|||||||||