O grupo GERDAU acredita neste projeto.

 PROJETO DE PREVENÇÃO DE DROGAS ACREDITAR

HISTÓRICO DA ENTIDADE

O CAMP PINHEIROS Centro de Aprendizagem e Monitoramento Profissional                                “Dr. Joaquim Lourenço”, é uma entidade sem fins econômicos, devidamente constituídos que desenvolve há mais de 29 anos, projetos de capacitação profissional, que no início dos anos 80, tinha como foco os jovens de 11 a 18 anos , com ênfase na orientação sócio-educativa e encaminhamento ao trabalho educativo.

A partir dos anos 90, com o advento do Estatuto da Criança e do Adolescente, a idade mínima passou a ser de 14 anos e, mais recentemente, de 16 anos, o adolescente Aprendiz, com base na lei 10097 de 19/12/2000. Temos Hoje, 500 adolescentes registrados na condição de aprendizes, em empresas parceiras, com todos os direitos trabalhistas e previdenciários assegurados, dessa forma a Instituição promove a inserção dos jovens ao mercado de trabalho, oferecendo a outros 500 adolescentes de famílias de baixo poder aquisitivo uma formação geral, onde desenvolvemos as seguintes habilidades: de gestão e específicas na área administrativa e na área hoteleira, com o propósito de encaminhá-los ao Mercado de trabalho.

Diante da experiência cotidiana vivida por nossos profissionais e alguns casos ocorridos na própria Instituição de “lidar” com adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social, sentimos a real dificuldade dos jovens em conviver com as drogas, que hoje se apresentam em todos os ambientes, que ele jovem se insere, principalmente na comunidade escolar. O aumento significativo de jovens nesta alarmante situação nos instigou ao desafio de estudar e de aprender a fazer prevenção. Visitamos instituições que fazem tratamento, centros de referências da região de pinheiros e decidimos que a partir de 2008, iniciaremos um projeto piloto de caráter preventivo. Tendo como base os três pilares da Prevenção: a informação ao jovem, a melhoria de sua qualidade de vida e sua inclusão na sociedade.

JUSTIFICATIVA

Atualmente, convivemos com um crescimento significativo no consumo de substâncias psicoativas tais como as drogas sintéticas, maconha cocaína, que vem acompanhado do uso em idades cada vez mais precoces e do desenvolvimento de substâncias novas e vias de administração alternativas de produtos conhecidos com incremento nos efeitos e aumento no potencial de desenvolvimento de dependência.

A sociedade como um todo tem se questionado sobre as motivações deste aumento no uso de substâncias psicoativas. Parte das justificativas apóia-se no contexto sócio político que reforça os valores baseados no consumismo e prazer imediatista, associado à pauperização de uma importante parcela da população em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde os principais motivos para experimentação destas substâncias são: a) satisfação de curiosidade à respeito dos efeitos das drogas; b) necessidade de participação em um grupo social; c) expressão de independência d) ter experiências agradáveis novas e emocionantes; e) melhorar a criatividade; f) a procura de uma sensação de relaxamento; g)fugir de sensações e vivências desagradáveis.

 

“Segundo a pesquisa Datafolha recente do Jornal Folha de São Paulo de 7/10/2007, Suplemento Família, houve uma discussão intensa, nos últimos anos, sobre a descriminação da maconha, ainda não provocou mudanças significativas na opinião pública”. “A nova consulta apontou só uma pequena queda nas respostas “muito grave” a pergunta sobre que o entrevistado pensaria de o filho ou a filha fumar maconha”?
Os resultados como os pais avaliam as seguintes atitudes dos filhos ou filhas. Fumar maconha ainda é considerado moralmente errado por 85% das pessoas, o número só abaixo do que diz respeito a praticar o aborto (87% ). Entre os que ganham mais de 20 salários mínimos mensais, cai para 50% os que consideram muito grave fumar maconha.

Mediante as citações de tais fatores sociais que tem como alvo os adolescentes, a seguir apresentamos às medidas de prevenção e orientação.

PREVENÇÃO

A prevenção na área das drogas visa à tomada de uma atitude responsável com relação aos psicotrópicos (substâncias psicoativas).

O objetivo último da prevenção, no campo dos problemas relacionados ao consumo destas substâncias é procurar que os membros de uma dada população não abusem de drogas e consequentemente não causem danos pessoais, sociais relacionados ao abuso destas substâncias, nem prejuízos que daí possa decorrer.
 
Partindo deste modelo, a noção de prevenção evolui para um modelo pedagógico que privilegia a multicausalidade das doenças levando em conta a interação do sujeito com o seu meio. Dentro desta perspectiva podemos dividir as ações preventivas em 3 níveis: primária, secundária e terciária.

A primária é constituída de ações antecipatórias que visam diminuir a probabilidade do início ou do desenvolvimento de uma condição através da educação para a promoção da saúde, a informação e medidas sociais e legais.

A secundária consiste em intervenções para se evitar que o estado de dependência se estabeleça. Este tipo de trabalho é definido como uma intervenção especializada endereçada a pessoas que já manifestaram sinais de certa dificuldade com substâncias psicoativas, em razão de um uso impróprio ou nocivo, dirigindo-se, portanto a uma população bem definida, ou seja, aquela que dá sinais de excessos esporádicos ou abuso momentâneo. Aqui incluem se o diagnóstico precoce, orientação dirigida e a intervenção na crise.

Prevenção terciária consiste em quaisquer atos destinados a diminuir a prevalência das incapacidades crônicas numa população, reduzindo-se ao mínimo as deficiências funcionais consecutivas à doença, no caso, a dependência de substâncias psicoativas. Aqui se incluem medidas terapêuticas propriamente ditas e reabilitação.

A Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (ABEAD) estabeleceu as diretrizes a serem implementadas nas políticas de prevenção ao abuso de drogas no Brasil, que se encontram listadas a seguir:

A questão das drogas psicoativas, incluindo o álcool e o tabaco, deve ser tratado fundamentalmente como um problema de educação e saúde.

A abordagem do problema deve ser ampla, contemplando igualmente as drogas lícitas e ilícitas.

As políticas em relação às drogas devem ser integradas ás políticas sociais mais gerais.

As ações de enfrentamento do problema devem respeitar as particularidades históricas, sociais e culturais.
A viabilização dos programas depende da participação de toda a sociedade.

As políticas referentes às drogas devem ser baseadas no conhecimento científico sobre o tema.
As tentativas de estabelecimento de programas de prevenção ao uso, abuso e dependência de SPAs (substâncias psicoativas) nos tem mostrado o quão complexa pode ser a relação do ser humano com produtos capazes de modificar percepções e sentimentos. Sabe-se hoje que as estratégicas preventivas têm eficácia limitada devido terem sido muitos anos focadas na educação da abstinência e hoje precisam ser combinadas para alcançar resultados eficazes, restando um percentual de indivíduos que chegarão ao uso problemático, necessitando de intervenções terapêuticas propriamente ditas.

Baseando-se nos referenciais citados, propôs-se um trabalho de prevenção ao consumo de substâncias psicoativas, principalmente nos níveis primários e secundários.

OBJETIVOS GERAIS

Prevenir o não uso de drogas, através de abordagens psico-pedagógicas os jovens, criando estratégias de convívio que os motive e os ajude a não experimentar estas substâncias psicoativas.

Melhorar a qualidade dos relacionamentos familiares, interpessoais na comunidade escolar.

Construir um trabalho em rede integrando os diversos segmentos: escola, família e comunidade tendo como foco o jovem em situação de risco social e vulnerabilidade.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Realizar um diagnóstico de situação de consumo ou experimentação de substâncias psicoativas entre os adolescentes do Curso de Qualificação Profissional do CAMP PINHEIROS. Inicialmente para um grupo de 50 jovens

Implementar as estratégias de prevenção primária em atenção ao uso de SPAS (substâncias psicoativas).

Efetivar a construção de redes de prevenção, vinculando instituições educacionais com a comunidade escolar, procurando estabelecer relações de código, parcerias e trocas de informações.

METODOLOGIA

A abordagem sistêmica de drogadição é a proposta que se delineia para os adolescentes em situação de risco pelo envolvimento com as drogas e que não irá discriminar qualquer que seja o nível de vício ou contato com este jovem e as drogas. A visão do todo permite entender com que as partes podem se relacionar.

Entendendo que o acesso à informação sobre drogas deve ser garantido como direito à população e prioridade nas políticas públicas.

Precisamos reconhecer que é um direito de cidadania ter acesso a estas informações, bem como obter um espaço de atendimento não repressor, respeitando este jovem e de cuidado fundamentais para com a saúde. Na realidade a proposta vai muito além de oferecer recursos da comunidade para a prevenção e tratamento de dependentes de drogas: trata-se da preservação da qualidade de vida, oferecendo aos jovens a possibilidade de ser receptivo a tudo o que o mundo nos proporciona de bom e de prazeroso, ser capaz de vencer as pressões negativas de massificação, do consumismo, da corrupção e da violência.

 

  1. Na 1° FASE: será realizado um levantamento de necessidades pelos próprios professores do curso de qualificação profissional aos alunos (as) que apresentarem dificuldades na assimilação do conteúdo, no comportamento e na integração em grupo.

 

  1. Na 2° FASE: uma dinâmica de grupo realizada pelo orientador, um espécie de queima de arquivo, onde este jovem não será pressionado a falar sobre o problema diretamente e sim de uma forma natural.
  1. Na 3° FASE: uma palestra com todos os alunos do Curso de qualificação profissional com o seguinte tema: A prevenção também se ensina?

 

Abordagem através de oficinas com a implantação de 3 módulos: 1º) conteúdos sobre aspectos técnicos com estatísticas; 2°) os efeitos das drogas; 3°) aspectos técnicos da prevenção.

  1. Na 4° FASE: Implantação de um Projeto de Leitura com foco em drogadição. (Sala Ambiente )

 

  1. Na 5° FASE: formação de grupos para se discutir as necessidades e prioridades dos grupos envolvidos.

Toda a metodologia nos alicerçará em três pilares de prevenção: informação, qualidade de vida e inclusão.

As fases iniciais se fixarão na informação, passando para a qualidade de vida, onde os jovens participarão de vivências e oficinas em espaços públicos adequados no entorno da Instituição. Como: Sesc Pinheiros, Tomie Ohtake, Biblioteca Alceu Amoroso Lima. Com visitas agendadas em instituições que cuidam da drogadição: Projeto Quixote. Centro de Referência de drogas de Pinheiros.

A duração do projeto piloto inicial será de seis meses com a freqüência de duas vezes por semana durante seis meses.

Durante um ano haverá 2 projetos pilotos com duração de 6 meses cada.

É na fase final após um processo de avaliação a sua inclusão nos programas da própria instituição ou de outros pesquisados e orientados pelos profissionais envolvidos no projeto.

EQUIPAMENTOS E CUSTOS

É necessário duas salas para o atendimento do Projeto Acreditar: uma para o atendimento dos adolescentes e outra para o projeto da Leitura. (Sala Ambiente).

Equipamentos: Carteiras universitárias, lousa para quadro branco, ventiladores se necessários, cortinas, aparelho de DVD com TV.

Alimentação: um lanche com frutas e suco.
Condução: para as visitas externas.
Recursos Humanos: um monitor habilitado para lidar com o grupo.
Um profissional de Serviço Social ou de Psicologia habilitado para acompanhar a programação, as visitas e o desempenho do grupo. Após o primeiro projeto piloto aprovado será acompanhado pela equipe inicial e formando multiplicadores para ser desenvolvido para as turmas futuras.  

CUSTO ORÇAMENTÁRIO

Iremos ao início solicitar voluntários da comunidade local: Fundação Faculdade de Medicina (profissionais médicos do Hospital das Clínicas) e de Postos de Saúde da região e estudantes de psicologia.

Serão contratados: um monitor, um psicólogo e uma assistente social
A previsão orçamentária é de custo fixo mensal (cr$4.500,00) referente a aluguel  ,luz,água,telefone,internet e o monitor) e um custo de implantação( cr$5.050,00) mobiliários para as duas salas, computador)..
Total de cr$9.550,00 (Mês)

CRONOGRAMA DAS ATIVIDADES:

Terá início o Projeto Piloto de Prevenção de drogas Acreditar em janeiro de 2008, coincidindo com o início das atividades dos cursos de qualificação profissional do CAMP PINHEIROS.

Haverá a contratação de pessoal qualificado e início das atividades com as fases propostas na metodologia. Sendo a freqüência de terça e quinta feira no período inverso ao do Curso da Instituição.

Após o levantamento das necessidades o preenchimento do questionário sigiloso e a palestra com o tema Prevenção também se aprende. Implantado em seguida o projeto de leitura para incentivar os jovens a leitura do tema. Os grupos formados iniciarão uma ampla discussão comum com um mediador da Instituição.

MONITORAMENTO E AVALIAÇÂO

Nenhum projeto tem valor se seus resultados não puderem ser mensurados, visando à observação de falhar, sucesso ou necessidade de melhorias. Desse modo, a equipe deve escolher alguns parâmetros, critérios de sucesso, tais como Redução do consumo dos incidentes com drogas nas escolas, maior proximidade dos alunos com os professores, vínculos afetivos, melhoria na disciplina ou aproveitamento escolar etc...

Ao final, ações permanentes tais como: programas curriculares, grupos de discussão, debates ou formação de multiplicadores, são medidas que podem ser instituída, com o respaldo de toda a comunidade escolar e da instituição em tela.

BIBLIOGRAFIA

Guia Prático sobre uso, abuso de dependência de substâncias psicotrópicos para Educadores e Profissionais da Saúde. (Secretaria de Participação e Parceria – COMUDA Conselho Municipal de Políticas Públicas e Drogas e Álcool de São Paulo).

Diretrizes e Resumos dos trabalhos SOS – CRACK Prevenção e Tratamento governo do Estado de São Paulo Secretaria da Justiça e da defesa da Cidadania (CONEN-SP-gestão 1997/1999).

Visitas: Unidade de Atenção à dependência química de Pinheiros – Rua Nicolau Gagliardi 439 – Pinheiros.

CRECA – Centro de Referência à Criança e ao Adolescente Rua Martins 168 – Butantã.

Consultas pela Internet: Simpósio Internacional do Adolescente 2005.

Projeto Dito e Feito.

Grandes Pessoas Grandes Profissionais (Universidade de Passo Fundo).

Vínculos familiares e Drogadição Aparecida F. de Paula (Psicóloga membro da Sociedade Brasileira de Estudos e Pesquisa da Infância).

Programação de Prevenção ao uso de Substâncias Psicoativas Lícitas e Ilícitas na Unicamp       (Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário – Coordenação Dr. Élson Lima e Dra. Renata Cruz S. Azevedo).